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CIGANOS ...

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Governos do leste europeu fecham os olhos para a violência contra ciganos
El País
Keno Verseck
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  • Mulheres usam máscaras de rostos de líderes do governo francês com bigode característico do líder nazista Adolf Hitler, em Marselha (França), durante protesto contra deportação de ciganos. Em muitos países, ciganos são assediados por extremistas de direita, e o racismo contra eles é considerado aceitável na sociedade tradicional. Não há sinal de uma estratégia para resolver o problemaMulheres usam máscaras de rostos de líderes do governo francês com bigode característico do líder nazista Adolf Hitler, em Marselha (França), durante protesto contra deportação de ciganos. Em muitos países, ciganos são assediados por extremistas de direita, e o racismo contra eles é considerado aceitável na sociedade tradicional. Não há sinal de uma estratégia para resolver o problema
Em vários países do leste europeu, uma forma moderna de guerra civil está se deflagrando. Os governos da República Tcheca e da Bulgária vêm minimizando-a há anos, e o público ocidental sabe pouco sobre ela: a guerra contra os ciganos. Há protestos contra eles. Grupos que se intitulam vigilantes os assediam e ameaçam. Muros são construídos em torno dos bairros em que eles vivem nas cidades. Suas casa são queimadas. Eles são despejados de suas casas e às vezes brutalmente assassinados.
Esta guerra está sendo deflagrada em parte por extremistas paramilitares de direita e organizados ou terroristas de direita, em parte por hooligans, e em parte simplesmente por cidadãos respeitáveis porém enraivecidos. Quase por toda parte, as autoridades se puseram de lado e observaram por muito tempo. No fim, o cumprimento da lei só previne o pior, às vezes.
“Somos quase foras-da-lei”, diz o ativista cigano húngaro Aladár Horváth, que, depois de mais de três décadas de trabalho com direitos humanos, sente que está lutando por uma causa sem esperança.

Gota d'água

Na Bulgária, a situação é bem parecida, com uma violência persistente contra os ciganos. Ela costuma começar com disputas privadas às vezes banais entre ciganos e não ciganos. Os problemas vão de dívidas, roubos pequenos, ou simplesmente insultos feitos durante bebedeiras. Os verdadeiros motivos que geraram as discórdias raramente são lembrados. Elas geralmente terminam em ferimentos, e às vezes em morte. No fim, podem resultar em perseguições e justiça pelas próprias mãos, que não têm nada a ver com o evento inicial.
A escala da violência contra os ciganos no leste da Europa pode ser controlada se as autoridades combaterem os crimes de forma apropriada, seja roubo, crime organizado, ou os justiceiros. Mas este não é o caso. Os países na região têm um problema sério de autoridade. Suas instituições são fracas, problemáticas e corruptas. No “Velho Leste” as pessoas conseguem as coisas do seu jeito se têm as conexões certas e estão dispostas a pagar propinas altas.
Nessas circunstâncias, os ciganos são bodes expiatórios fáceis. Eles estão no lugar mais baixo da sociedade, não têm lobby e são mal organizados politicamente. Há um racismo social contra eles, que é legitimado pela maioria da elite dominante. Muitos observadores já estão falando sobre um colapso na sociedade civil no leste da Europa. Na realidade, muitos países da região só parecem bem integrados na Europa moderna no papel. Frequentemente ignorado pela Europa ocidental, o discurso entre as elites está repleto de racismo e nacionalismo, e a violência contra as minorias é legitimada indiretamente.

Abandonados desde 1989

Mas a rede de motivos por trás da crescente violência contra os ciganos no leste da Europa é mais complexa. As várias comunidades ciganas diferem fortemente umas das outras mas são unidas pela pobreza e pela imensa falta de modernização. Durante as ditaduras comunistas, esse déficit foi dissimulado, mas não eliminado, através da educação e do trabalho compulsórios.
Depois de 1989, os governos pós-comunistas abandonaram os ciganos. A pobreza e os guetos aumentaram drasticamente. Condições de vida extremamente precárias, incluindo o analfabetismo, falta de cuidados médicos, desemprego, dependência da limitada assistência do estado, ou a queda na prostituição e no crime, em muitos grupos de ciganos, têm sido um modelo válido de existência há gerações.
Nenhum país do leste europeu ou da UE propôs uma estratégia ampla para ajudar os ciganos a saírem desta situação. Embora alguns países e a UE disponibilizem milhões em ajuda para os ciganos, o dinheiro é absorvido pelas autoridades, para estudos ou conferências, ou pelas próprias organizações de ciganos. Recentemente, o sociólogo romeno Nicolae Gheorghe, há muito tempo representante dos ciganos na OSCE (Organização pela Segurança e Cooperação na Europa), afirmou que a minúscula elite cigana no leste da Europa não conseguiu ajudar a maioria dos ciganos a saírem da miséria. Em vez disso, em qualquer lugar do leste da Europa existe uma pequena e burocrática elite cigana que fica com todo o dinheiro de ajuda.

Indo para oeste

A falta de perspectivas para os ciganos no leste da Europa fez com que dezenas de milhares deles, principalmente da Romênia e Bulgária, migrassem para oeste. Refugiados ciganos foram para a Itália, Espanha, França, Inglaterra, e recentemente também para as grandes cidades alemãs. Nos países do oeste da Europa, eles trabalham por alguns euros por hora como faxineiros, pedreiros, ou então pedem dinheiro. Alguns roubam.
Dependendo de seu status legal, eles recebem benefícios sociais. Para muitos, é mais do que poderiam ter imaginado em seus países de origem. Mas, naturalmente, a Europa ocidental não pode resolver problemas sociais que aumentaram durante décadas no leste da Europa.
Uma estratégia ampla e abrangente para a Europa é necessária para ajudar os ciganos com sua falta de perspectiva em seus países de origem. Ninguém deve se iludir de que o sucesso chegará rápido. O que é necessário é um trabalho social que demanda tempo e levará anos.
Mas é necessário mais do que isso para impedir a guerra civil contra os ciganos no leste da Europa. Acima de tudo, é necessário empatia. Isso é algo que está faltando entre as elites politicas do leste europeu, pelo menos no que diz respeito aos ciganos. Em 1993, depois que três ciganos do vilarejo romeno de Hadareni foram linchados com o envolvimento da polícia, o governo, em sua explicação oficial, disse compreender a “raiva dos moradores”.
E em fevereiro de 2009, quando extremistas de direita do vilarejo húngaro de Tatárszentgyörgy incendiaram a casa de uma família cigana e atiraram no pai e no filho mais novo enquanto estes fugiam das chamas, nenhum membro do governo húngaro pediu que o povo se unisse para parar com a violência.
Tradução: Eloise De Vylder

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