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Uma questão de Tempo

"Aqueles que gastam mal o seu tempo são os primeiros a queixar-se da sua brevidade."   Jean de La Bruyère

A falta de tempo é uma reclamação atual, que esta constantemente justificando as pessoas atualmente.
Muito fala em velocidade, escravidão do relógio e da agenda, ocupação e pré-ocupação, pressa, rapidez, até em reengenharia do tempo. Mas, entrar num ciclo vicioso não é uma questão apenas de gerenciamento eficaz do tempo e sim questão de escolha. Somos livres para organizar ou desorganizar a nossa vida, definir nossas prioridades.

Culpa, ansiedade e preocupação com tudo o que há para ser feito? 
          Hoje em dia somos continuamente expostos a distração... Bombardeados pela publicidade e a comunicação de todas as formas se especializou em nos distrair e sempre tem algum tipo de interesse em capturar a nossa atenção. Esta situação pode ser massacrante, e pode acabar deixando uma percepção de culpa em muitas pessoas que não conseguem dar atenção a tudo e a todos que julga serem merecedores da sua atenção. Esta situação é particularmente doentia, pois a culpa imobiliza. E essa imobilidade leva a patamares de culpa crescente. 

O filósofo Kant o concebia como a constituição de sensações resultantes do nosso estado de consciência; Einstein falava que passado, presente e futuro são ilusões.
No entanto, reconhecendo este estado de perseguição à nossa atenção, cabe a nós sermos os diretores de nossos pensamentos. O que queremos fazer do nosso tempo?

Tempo é um dos recursos mais raros que temos, pois nem dá para comprar, nem tampouco barganhar: o tempo nos escapa entre os dedos a razão de:
- 60 segundos por minuto,
- 60 minutos por hora,
- 24 horas por dia (86.400 segundos);
- 365 dias por ano (31.536.000 segundos);

O que fazemos com o tempo, o tempo limitado que temos, a cada segundo, a cada hora, a cada dia, a cada ano, ao longo da nossa vida?

O que você faz com o seu tempo?
Nós fazemos aquilo que escolhemos fazer, mesmo que a escolha seja atender aos diversos chamados que pulam à nossa frente, a cada segundo.
Na realidade a aparente falta de tempo é uma percepção errônea do que acontece, pois temos os mesmo 31.536.000 de segundos por ano, tais como nossos ascendentes pré-históricos tinham.
O que mudou foi que o conhecimento aumentou, os chamamentos à nossa atenção aumentaram, as possibilidades de entretenimento aumentaram, as múltiplas opções, facilidades e possibilidades estão presentes em nossas decisões mais simples - veja, por exemplo, as possibilidades oferecidas na compra de um simples detergente lava-louça.
Todo este conjunto de possibilidades nos coloca imersos em um mundo que nos é impossível apreender em sua totalidade. Que pode gerar também ansiedade pelo desejo de fluir natural entre todas as opções, deste conjunto inumerável facilidades colocadas à nossa mão.

Você é escravo do tempo ou utiliza o tempo para a sua realização?
- a responsabilidade pela escolha do que você faz com o tempo, colocado à sua disposição, é exclusivamente sua.  Portanto, nunca houve, nem tampouco haverá falta de tempo. O que pode haver é falta de foco. (lembrei agora do curso que fiz rescentemente chamado FOCO da ESAF sede, veja como é facil se idstrair e perder o foco...)

Foco quer dizer: ter o domínio do que você vai fazer no próximo segundo, no próximo minuto, no próximo dia, no próximo mês, no próximo ano.
A sua eficiência neste seu domínio sobre o tempo, que você e todos nós temos disponível, diz muito sobre a culpa e a ansiedade que você sente com o "uso" do seu tempo.

Como você quer usar o tempo que você tem a razão de 31.536.000 segundos por ano?

O que será mantido? O que será descartado? São pequenos ajustes que podemos fazer no mundo convencional e que vão nos ajudar a ter mais tempo. A pergunta que me faço agora é a seguinte: será que precisávamos mesmo de todos aqueles projetos que tínhamos e dos quais fomos aos poucos abrindo mão?

A conclusão que chego nos meus 42 anos de vida... 
depois de estropiar metade por querer ser a faz tudo e Mulher Maravilha 
é que:

Não dá para fazer tudo;
não dá para ser tudo; 
não dá pra atender a todas as demandas;
temos de escolher sempre! (MRM)

e somente com autoconhecimento é que verdadeiramente saberemos do que realmente nos é prioridade na vida! E no que queremos derramar nossos preciosos segundos... 

Vamos ao planejamento pessoal consciente!


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