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Como diz Hermes Trismegisto, assim como em cima é em baixo...

Isso vale para politica?! Vejamos no texto de Celso Amorim se você identica alguma cena cotidiana com esse exemplo global.

"Durante a Guerra Fria, soviéticos e norte-americanos tinham de se pôr de acordo sobre a escolha do mais alto funcionário internacional. No caso mais notório, Moscou apoiou Kurt Waldheim- porque detinha informações sobre o seu passado nazista. Naquela época de constantes tensões, que facilmente poderiam desembocar em um conflito apocalíptico, saber que o secretário-geral “andaria na linha” era essencial para as duas superpotências. Em tempos de unipolaridade consentida, após a queda do Muro de Berlim, passou a bastar que a escolha não recaísse em alguém abertamente crítico de Moscou ou Pequim. O poder para fazer e desfazer secretários-gerais ficou exclusivamente com Washington. O episódio da não reeleição de Boutros-Ghali foi emblemático. O ex-vice-premier egípcio não tinha uma agenda muito diversa daquela pregada pelos Estados Unidos. Suas iniciativas, no plano estratégico, eram perfeitamente compatíveis com a visão do governo Clinton sobre o que se chamava, então, de multilateralismo afirmativo (assertive multilateralism). Prezava, porém, a autonomia de ação e não estava disposto a abdicar do seu julgamento no plano tático. Algumas de suas atitudes desagradaram à única superpotência que restara. Sua insistência na cautela e no papel da ONU na autorização do emprego da força em relação à antiga Iugoslávia e, sobretudo, sua sinceridade ao responsabilizar as Forças de Segurança de Israel pelo bombardeio que atingiu o escritório da ONU em Qana, no Líbano, levaram o governo norte-americano a retirar-lhe o apoio, sem o qual não conseguiu ser reconduzido.

Kofi Annan, sucessor de Boutros e que tinha inicialmente a simpatia de Washington, procurou compensar com o seu carisma pessoal e sua personalidade indiscutivelmente do Terceiro Mundo a falta de uma base política mais ampla. Revelou certo grau de independência em temas como Palestina e Iraque. Suas iniciativas se faziam dentro de limites de certa forma “permitidos”. Ainda assim, já no fim do mandato, uma campanha de difamação foi desencadeada contra ele. A questão que se coloca agora é se Ban-Ki-Moon conseguirá exercer a liderança crítica que Annan pôde por vezes demonstrar. Conseguirá ser uma voz discordante, ainda que moderada, quando necessário? Terá disposição de assumir as rédeas- do processo de reforma do Conselho de Segurança, sem o qual a ONU inevitavelmente perderá legitimidade e eficácia? Ou assistirá, calado, à extrapolação dos mandatos desse mesmo conselho, como tem ocorrido no caso da Líbia? Reverter o panorama sombrio de confusão política e moral, marcado pela atitude de dois pesos e duas medidas e no qual considerações eleitorais de curto prazo prevalecem sobre a busca efetiva do equilíbrio e da justiça, exigirá do secretário-geral, além de discernimento e habilidade diplomática, coragem e independência de julgamento.
Quanto ao FMI, é preferível remeter o leitor a um editorial do Herald Tribune de 21 de junho, que, além de relembrar a questão da representatividade, notadamente o peso dos BRICS, chama a atenção para a situação bizarra de que o principal candidato (no caso, candidata) ao posto máximo seja justamente a ministra das Finanças de um dos países europeus que impuseram a receita para a crise grega, de consequências desastrosas. Diante de um cenário desse tipo, a discussão sobre a reforma da governança global corre o risco de tornar-se um exercício retórico". 

Como as táticas são as mesmas do macro poder ao micro... Desqualificar para depois de retirado o poder dos apoios púplicos, escolher outro mais ajustável aos desmandos... 

Quando li esse texto de Celso Amorim relembrei varios outros fatos, e senti voltade de reproduzi-lo aqui para reflesão mais uma vez.

E enquanto a mentalidade geral não mudar continuaremos a viver assim, dominados na pratica pelo acontece nos bastidores...

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